terça-feira, 4 de outubro de 2011

Relação sem nome

Eu gosto da multiplicidade
Eu gosto da originalidade
Eu gosto de olhar pro outro e ver algo que eu não vejo em mim
Gosto de abrir as portas do armário e encontrar meias e cuecas de todas as cores e tons
Gosto de sair de preto em um dia ensolarado
Gosto de vestir camiseta no inverno
Gosto de falar palavrão quando apropriado
Temo os que são iguais e não me saltam aos olhos
Essa gente que é levada pela maré dos gostos genéricos
Que não faz sua própria revolução
Não cria seus prospectos
Não engaja uma iniciativa
Espera que a banda passe como diria Chico Buarque
Espera faltar luz para ir ao supermercado e comprar a vela como todos os outros
Espera ter fome de conhecimento para pedir auxílio e não vai lá e busca
Entra no Google!
Seja original...deixa eu te ver como alguém que eu nunca vi
Estou farto dessas matizes com tons gelo e não híbridos
Cadê a cor da nossa espécie?
E a possibilidade de se reinventar?
Quero, gosto e desejo te ver...
Te ver pintando um quadro de você...
Mas vai lá e faça algo diferente, algo que eu ainda não tenha visto, nem sugerido.

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