domingo, 28 de agosto de 2011

Um cigarro na boca e um tesão despido

A mulher passa, o homem se encanta
Ela o seca, ele a observa
Entre o grupo de amigos lá está ele
De repente tira um cigarro e toda a entrega dela se desfaz
O tesão foi embora, se escondeu, arrancaram-lhe as roupas
Ela, na vida, já sofreu muitas desilusões
Essa é mais uma das tantas que coleciona em seu álbum de desprazeres
As horas já não passam como antes, na espera e no sonho de uma noite poder se saciar de amor
A mágica já não existe
Por que ela iria acreditar se eles não deram chance de deixarem ser vistos?
Ela planeja um traçar da vida diferente do até então planejado
Arruma as bolsas, junta o que tem, cai no mundo
Com seu mapa e seu passaporte ela é uma forasteira de meia-idade
Está à procura de motivos para viver a sua outra parte
O lugar para onde ela vai nem ela se atreve a imaginar
Só quer que não perca mais tempo
Não se deixe perder por falsas promessas ocultas
Ela se separou de si, dos outros e ao mundo agora pertence
Ela se foi, está em algum lugar onde nem sua consciência conhece
Um lugar onde todas as flores se encontram
Onde o verde das plantas se confunde com o azul do céu
Um lugar onde ninguém se atreve a mencionar para não lhe tirar a concentração.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Segredo que todo mundo sabe, mas não quer saber.

Parem de falar de amor
Acabem logo com ele
Ou pelo menos com a ideia de que se tem.
Permita-me ensinar-lhes uma lição:
Amor só existe se for recíproco absoluto
Não existe essa de “tenho o meu jeito de amar”
Amar é de um jeito e pronto
Deixem de tolice
Soltem as mãos da hipocrisia
Ela quer andar livre e em exercício de sua liberdade atravessar o sinal
Vejam só, aproximem-se! O amor foi atropelado e o sinal estava vermelho.
Que contradição!
Homens não sabem amar
Mulheres não sabem escolher
Casais brincam de se adorar, eles apenas se acostumaram um com o outro
Amor não existe, minha gente
Isso é efeito evolutivo!
Sempre existirá um peito em que a chama arde mais
Sempre existirá um lado em que aposta e acredita mais
Sempre existirá um que chora e outro que cai na esbórnia
Deixem de crendice...isso que arde no peito é frio.
Coloquem uma jaqueta e saiam pela noite.
Aproveitem enquanto não vem mais um louco lhes fazer acreditar no inverso
Por favor, amor não existe.