sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pais mal estruturados + sociedade mal intencionada = aspirantes ao tormento

Precisamos parar com essa descontrução da educação aos pequenos nossos
Criamos filhos sob a perspectiva dos dogmas da sociedade
Criamos insanos seres pobres e coitados para um mundo ditado pelo fragilizado
Somo seres pensantes, dotados de opinião
Qual é a de vocês? Vão se deixar vender por moralismos e frases soltas?
É importante para a maturação do “ser” que ele cresça em um lar respaldado pela firmeza
Pela personalidade monovalente dos pais
Um mundo secularizado, jovens “hamburguerizados”
Deixem de giros em volta de seus próprios eixos
Lutar, ninguém nunca disse que era fácil
O que seria se parte de nós não fosse “Cristianisada” ou mesmo “Mahatmatizada”?
Luther King é um mártir
Hitler um covarde
Bodin não viveu para ver a queda do absolutismo
Os faraóis não passaram para o outro plano com os corações cravejados de ouro
As mesquitas sobreviveram
A igreja se fortaleceu
A oratória nunca foi tão ridicularizada
Os pais enlouqueceram
Abusam, meu Pai, de sua linhagem, sua estirpe
Os maltratam, dão ódio e instabilidade emocional como alimento desde a gênesis
Quero ver adentrar no apocalipse da minha alma
Minha preocupação não cessa, mas se aquieta por um instante
Minhas convicções foram torturadas
Deixe-me assistir ao enterro!

A letter to a silent voice

Please, forgive me. You have been meaning to, but so unsuccessfully. I already forgot your name, your tears, your smell on the sheets. Turn over the page. Be confident. Stand your ground. Don’t storm into. Respect my decision. Accept the changes. Repair your mind and take another foolish one to believe in you. Don’t despair. Be human. Stop your illness of attempting, each time more, to be with this stuck destructive feeling. Can’t you see? You are falling out. Get out of your childhood. Blow up this flame and leave to be blown down through the edge of the cliff. Don’t be staggered, haunted. You mean? It is such a golf game. Reminisce? Romantic dinners beyond the sea… Oh insane poor thing. You are self- centred. Be wrapped up. Leave the music guide you. Tend not to be as outgoing as you are. Approach yourself towards to the reality. Be thoughtful. Be on me. Be on your thinkings. Break down the plurality of this tough sphere. Be Jane. Be Marcus. Be yourself on the full time.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fim de noite

Toda obra chega ao fim
Todo ressentimento chega ao fim
A rua escura e larga alarga nosso chão
Fim de noite, noite calada
O pote da noite é imensidão
O teu rascunho escondi de mim
Para não me ver na tentação de te desenhar
Teu peito aguenta meus tremores
Teu desejo corrompe os meus ardores.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fugacidade

Beijos constantes
Vinhos
Universos
Desculpas
Omissões
Edredom
Escritório
Barzinho
Ordens e o chronos
Verdade seja dita: Vestimos preocupação desmedida em forma de terno e gravata
Comemos compulsivamente como forma de expurgar nossas apreensões
Ganhamos dinheiro como pretexto para exonerar nosso medo de se mostrar
Calores cortantes
Amores sem fim
Perfumes
Colares
Terços
Canções
Fingimento
A história passa batida nessa sucessão indescritiva
Nessa citação ao invés de excitação
Nesse pecado de pecar por não viver
Gradações contantes
Agradações com propósito
Livros
Novelas
Impressões
Marcas
Falas
Bocas que sussurram
O elogio da vida é saber se vestir não para se esconder, mas pra fazer valer o que se é.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Calçada da nossa rua

Cadê seu rosto?
Escondido pela covardia ou denegrido pela ausência da coragem?
Levanta, vai!
Diga seu nome, não se esconda!
Me dá uma surra de angústia e fica nesse estado.
Não é justo!
Vai se ver livre do seu aprisionamento!
Vai traduzir o que você acha que é a sua morada
Desocupe parte da minha lembrança
Ser repugnante
Trajes não mais atraem
Olhares perderam a chama
Sua presença é inóspita
Sua fome não posso saciar
Sua sede é de água que precisa
Seu espasmo não me convence
Sua boca seca já não clama por beijos
Na costumice do teu vento
Na mesmice do teu andar
Sua forma é disforme
Sua voz não mais lírica
Minhas pernas não mais tremem
Meu corpo não mais de ti necessita
Estou aqui
O nosso amor morreu.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O valor de uma amizade

(Dedicado à Tamires, uma pessoa que me fez passar momentos de alegria, os quais cristalizaram em mim)

A amizade é assim
Ela chega
Ela zoneia com a sua vida
Tira fotos
Invade momentos seus
Brinda prazer
E tira o que há de ruim dentro de nós
Digo, uma amizade verdadeira
Ultrapassa os prejuízos da vida
Colhe seus melhores frutos
Distribui emoção
Explode sua coragem
Enaltece seu ego
Limpa seu espírito
Te dá papel e caneta para escrever uma história
Te dá abrigo em seu peito de carinho
Faz com que risos sejam eternizados
Com que a chuva lave nossas incertezas
Dá brilho e escorre pelo nosso corpo
Potencializa nosso viver
Uma amizade, digo novamente, verdadeira
Constrói a base fortificada de um ser-humano

Bobagem de poema para quem não é merecedor de lembrança

Sou eu a vítima do meu sono
Quando me deito e vejo teu espaço vazio
A dor me aperta contra o travesseiro
O vento sopra em meu rosto pela janela
A essa hora você está nos braços de outro amor
Em outra vida
Em outro romance
Um romance que não escreve pelas linhas do nosso presente-futuro
Um romance que a vida guardou para ela
Cujo diálogo não obedece aos personagens
No qual não estamos inseridos
Coma esse teu sabor de paixão!
Absorva esse teu néctar afrodisíaco!
O tempo é tarde
O agora é sempre
Um sempre que não te espera mais
Não te espera se descobrir
Estou fundido e aniquilado em outra vida
A vida na qual você não faz parte.

Breve relato do amar

(Essa poesia como o próprio nome sugere nasceu em uma conversa informal de rede social)

Amar não é só sexo e beijação
Amar é compreensão
É estar junto
É afago nos cabelos
É mão molhada
É pescoço manchado
É companheirismo
É nó na garganta
Tá bom, é também como diria Elisa Lucinda "mãos nos peitinhos"
Mas amar é sobretudo estar junto e que cada um saiba dar prazer ao outro só pelo olhar.

Perseguido

Tem alguém atrás de nós
Esse alguém nos conhece muito bem
Tem acesso ao nosso íntimo
Bebe da nossa água
Frequenta o mesmo curso diário
Faz-se de amigo e quer nos roubar
Esse alguém está perdido e talvez precise de um abraço
Esse alguém somos nós que perseguidos por nossos apavoramentos
Deixamos de viver.

Seguindo...


Seguindo eu vou sem pressa de chegar
Vou ao martírio corriqueiro das minhas frustrações
Vou beber vitória
Vou procurar razão
Vou me despedir dos meus medos e limitações
Quero, posso e vou conseguir
Nada mais me assusta
Nem uma flor nesse caminho que eu já não conheça
Nem um espinho que eu já não tenha me machucado
Os carros correm em sentido contrário
As pessoas em busca do insaciável
O meu braço não aguenta mais erguido permanecer
Mas assim ficará até eu não mais poder.

Febre

Não posso mais compactuar com esse cinismo
Fingir que está tudo bem por sutileza
Penerar tudo o que digo
Não posso me torturar
É isso o que eles querem
Que nos calemos e abaixemos a cabeça em sinal de concordância
Mas eu não concordo
Eu não me amarro
Enquanto isso muitos padecem
A que espécie pertencemos?
Somos cegos por não ver ou por não querer crer?
Cordas e fios de nylon decepam as nossas virtudes
O ar está ficando rarefeito
A política não democratiza mais
O objetivo é ter
Ao passo que temos, avançamos na grosseria
E regredimos em nossos conceitos
Fragilizados procuramos a luz
Luz essa que nunca veremos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mentiras à venda, verdades alugadas

Fatores de discórdia à parte
A vida está mesmo na hipoteca
Os reais valores já não compartilham da decência
As aflições já consumiram o ilógico
O delírio as sensações
Sou dessa fase em que os homens percorrem a dubiedade
Em que está tudo escasso
Tudo no limite
Tudo vago
Minha esperança desce ligeira a escada da humanidade
A minha vitrola não toca mais
O que restou de mim é falho
O meu desejo não sucumbe mais aos meus anseios
Minha caneta está sem tinta
Meu caderno as folhas de registro se perderam
O celular não toca mais
As verdades parecem ocultas
Vítimas do silêncio
Meu consolo é meu enigma
Minha cama é meu imaginário
As verdades estão mesmo alugadas
Numa terra de estrangeiros
Onde o endereço se perdeu
Impossível de rastrear
As mentiras assumiram o espaço
Estão nas vitrines dos shoppings
Nas prateleiras e nos nossos armários
São convidativas, atraentes
Não têm o hábito de julgar
E com suas diferentes formas assumidas
Adentram em nossa casa, em nossa rede mal tecida
Compramos modéstia
Destruímos honestidade e o real
Faltamos com as palavras doces e os elogios
Vivemos uma mentira
Uma mentira pós-contemporânea
Mentimos e não mais omitimos para poupar
Obcecados e sem defesa
Indivíduos se suportam
Não existe mais o sentido de andar
Caminhar virou mecânico
Não se sente mais
A vida madruga e matina
A mentira estabelece e anoitece
O dia não mais aviva
A escuridão tomou conta de nós
O vazio é nosso amigo, enquanto a verdade segue sem destino
Rumo estrada afora
Com sua mala e caminhar
As palavras resolveram fugir
E o andar aos poucos para
Seu socorro é inaudível
Sua prole não vingou
Seu recado não deixou