domingo, 20 de fevereiro de 2011

Calçada da nossa rua

Cadê seu rosto?
Escondido pela covardia ou denegrido pela ausência da coragem?
Levanta, vai!
Diga seu nome, não se esconda!
Me dá uma surra de angústia e fica nesse estado.
Não é justo!
Vai se ver livre do seu aprisionamento!
Vai traduzir o que você acha que é a sua morada
Desocupe parte da minha lembrança
Ser repugnante
Trajes não mais atraem
Olhares perderam a chama
Sua presença é inóspita
Sua fome não posso saciar
Sua sede é de água que precisa
Seu espasmo não me convence
Sua boca seca já não clama por beijos
Na costumice do teu vento
Na mesmice do teu andar
Sua forma é disforme
Sua voz não mais lírica
Minhas pernas não mais tremem
Meu corpo não mais de ti necessita
Estou aqui
O nosso amor morreu.

2 comentários:

  1. Nossa, meus olhos se arregalaram mais e mais a cada verso, parece um mix de raiva, decepção e tristesa! Mas bom, belo. :)

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  2. Gostei muito desse, sentimentos muito bem descritos. Parabéns!

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