sábado, 19 de fevereiro de 2011

Febre

Não posso mais compactuar com esse cinismo
Fingir que está tudo bem por sutileza
Penerar tudo o que digo
Não posso me torturar
É isso o que eles querem
Que nos calemos e abaixemos a cabeça em sinal de concordância
Mas eu não concordo
Eu não me amarro
Enquanto isso muitos padecem
A que espécie pertencemos?
Somos cegos por não ver ou por não querer crer?
Cordas e fios de nylon decepam as nossas virtudes
O ar está ficando rarefeito
A política não democratiza mais
O objetivo é ter
Ao passo que temos, avançamos na grosseria
E regredimos em nossos conceitos
Fragilizados procuramos a luz
Luz essa que nunca veremos.

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