sábado, 19 de fevereiro de 2011

Bobagem de poema para quem não é merecedor de lembrança

Sou eu a vítima do meu sono
Quando me deito e vejo teu espaço vazio
A dor me aperta contra o travesseiro
O vento sopra em meu rosto pela janela
A essa hora você está nos braços de outro amor
Em outra vida
Em outro romance
Um romance que não escreve pelas linhas do nosso presente-futuro
Um romance que a vida guardou para ela
Cujo diálogo não obedece aos personagens
No qual não estamos inseridos
Coma esse teu sabor de paixão!
Absorva esse teu néctar afrodisíaco!
O tempo é tarde
O agora é sempre
Um sempre que não te espera mais
Não te espera se descobrir
Estou fundido e aniquilado em outra vida
A vida na qual você não faz parte.

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