Meus empréstimos
Meu saldo negativo
Minhas aplicações
A conta está no vermelho
O cheque especial
O cartão de crédito
O débito pediu socorro na farmácia
O gerente me ligou
Que vergonha, meu Deus, depois de anos de fidelidade com o banco
Ele faliu e nem pra me avisar
Gastei além do que pudera imaginar
Estava lá aplicado mais do que papéis, estava meu amor por aquele ser
Este que me virou as costas, de quem eu não sei se fujo ou se corro ao encontro
Por que sorris pra mim, anjo da minha crise econômica?
Se eu for pra Europa, vais comigo entrar no mundo dos protestos?
Que amor covarde...queria te ensinar o que é isso que me desconecta do funcionamento constante
Agora eu me vou, eu vou tentar salvar o que der pra salvar
O dinheiro a essas horas acena com um lenço, já longe do cais
Mas se eu te tivesse aqui ao meu lado, reconstruiríamos tudo outra vez...
Juntos!
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