quinta-feira, 23 de junho de 2011

Essa é a história do fim

Não vou mais te pedir pra casar comigo.
Decidi não aturar seu mau-humor diário, seu hálito matinal.
Seu café levar na cama, seus sapatos buscar quando se encontra no atraso para o trabalho.
Resolvi separar umas fotos e encontrei uma carta sua...a primeira...quando declarei meu amor por ti, jurei minha fidelidade e amor eternos...nem pudera eu imaginar que acabaria assim.
A cama não se forra mais, nosso desejo se perdeu, sua coleção de colares de almas torturadas, seu pecado de várias noites em lençóis distintos.
Seja no andar brando de sua obra corporal, seja na inquietude de meus pensamentos; crucificado fui eu, tolo e arredio, caído de paixão e me deixei fotografar.
Meu álbum, que agora revejo, contém cenas de dias em que a promessa de felicidade era inteira e doada gratuitamente.
As datas dessas fotos, nada mais que imagens congeladas de acontecimentos só nossos, que embora estivéssemos na presença de amigos, o segredo de nossa felicidade era compartilhado apenas em nossos corações; escondido e bem arquitetado como um crime, era assim, eu o bandido e você o revólver...
Na hora de disparar o tiro disparei em mim...você me matou e agora fique com esses versos.

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