Me irritam essas pessoas fundamentalistas “Não como em Mcdonald’s, não uso Nike e sou a favor da liberação da maconha, da eutanásia” e com isso levam suas opiniões como se fossem um outro membro de seus corpos.
Chega João e todos o veem com cara de comunista rebelde.
O que há de mal em defender uma postura, não gostar de outra e simplesmente querer aquilo pra você? – respondo: não há mal algum.
O que é preciso ser entendido é o extremismo, o fundamentalismo, o exacerbado, o querer intimidar.
Hoje, vivemos em um mundo de guerras constantes, por motivos banais, atentados contra a vida e a percepção humanas e deixamos de viver o que é pra ser vivido.
Eu como no Mcdonald’s, não uso Nike, pois não tenho dinheiro, sou católico, mas não defendo a postura de certos padres, ou melhor, não fecho minha mente para as críticas e possíveis verdades...não tolero que digam o contrário.
Todos devemos ter o discernimento daquilo que falamos e mostramos.
Mas não gosto e não vou ser mal interpretado por aquilo que penso e o pouco que mostro.
Toda crítica constituída de boas intenções são bem vindas ou mesmo aquelas que se enchem de ar maléfico quando são depostas.
Nenhuma crítica que vá depreciar a imagem de alguém ou aquilo que a pessoa acredita pode ser levado como brincadeira...
Cristina torce para o Flamengo e Caio para o Vasco...
O que há de mal deles torcerem juntos ou mesmo irem ao estádio sem que um queira matar o outro após a partida?
É apenas um jogo, nossa vida, aquilo que está enraizado em nós, nossas políticas e vivências não contam?
Então pra que ainda brincar com a derrota do amigo? Sua vitória se faz mediante a destruição do outro? Você acredita em Deus? Então vá ler a Bíblia.
Então, por que ainda se discute qual a melhor religião, qual a melhor marca, o melhor sistema de governo, a melhor banda de todos os tempos, os maiores ídolos?
Enquanto a massa segue os “melhores”, os que ficam sentados ao meio fio transbordam de sabedoria aqueles que se deixam ser levados por sua humildade.
Paremos com essas discussões ácidas e pouco relevantes...
Eu tenho o meu direito de saber se uma criança será melhor adaptada a uma família tradicional ou não, mas que direito me respalda apontar as consequências de uma possível criação alternativa se eu não tenho o poder sobre o futuro?
Enquanto isso tudo é mera especulação...amores que nos fizeram sofrer, pra quê se fechar pro mundo? Caiu duas, três, aposte na quarta subida, quem sabe você não fica firme?
Escrevo, angustiado e já sem tolerância para esses discursos pré –prontos de ataque e essas falas sempre com o mesmo discurso, esses que teimam em chamar aos outros de ignorantes e que pouco notam que a ignorância está em julgar aquele que desconhecemos...
Por isso defenda o que você acredita com base naquilo que não desagrade alguém que se senta na carteira ao seu lado.
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