O que se fora para se perder eu lanço pra vida me ganhar
No que eu me fiz resplandecer, que somente reflita a lucidez
O opaco que eu via ao querer tocar sua tez
Era o arfar da minha lembrança a me castigar
Viver uma solidão de infinito para um rico em que nada tem a lhe dar
Vi crescer o sentimento mais profundo que hoje se perdura
Vi pairar em meus cabelos o sentido da tua covardia
No caminho, vi também os cegos que voltaram a lisonjear os nítidos flashbacks
As meninas impuras, os escravos de suas emoções, os injuriados
Só perdi a sentença do teu “vão e são” vívido pela amargura deleitada
Sou a luz,a sobra, a negação da dúvida que te atormenta e te faz me desejar
Sou a navalha que a pouco te cortou de ódio e lhe fez me procurar
Sou teu malho, sou teu eficaz e invólucro pertinente rochoso
O sorriso colado em meu armário
A minha cara de felicidade que ninguém nunca viu
Devolva-me ela, devolva-me o que para eu vivo
Viva a meu lado e sejamos felizes até a próxima carta
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