A vida é um parque, com rodas-gigantes, balanços, montanhas-russas, carrinhos bate-bate e kamikazes. Às vezes ela é somente um carrossel. A minha nunca foi diferente. Ela é um misto de todos esses brinquedos. E esse era o tema da minha festa de 1 ano de idade. Hoje, 23 anos depois, 5 anos da última postagem, eu reativo esse blog. De lá pra cá muita coisa mudou. Continuei escrevendo. As ideias estão diferentes, mas o conteúdo é o mesmo. A vida!! Aprecie!!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
A voz
Sempre tive de tomar as rédeas e sofri calado por não saber esperar
Talvez o tempo em que marca em meu relógio não seja o mesmo que na tua vida se alarda
O meu peito que arde de angústia
O teu louco perfeito de alma branca e ríspida
Tua voz insurda que eu me perco
Teu cheiro de amor que exala nas cartas
Tua inocência que eu peguei e guardo ao meu lado
As chaves que poderiam ter te propiciado das maiores emoções
A senha perdida que não encontrou e se fez rodear
O falho fardo do teu casaco que agora não te aquece mais
O incolor do teu sorriso brando
O prazer que da minha boca a sua, aroma de girassóis
Todas as vezes que te esperei
Nas vielas do crime que se instalava a minha esperança
Você passou e deixou seu cheiro desmedidamente intocado
Após horas e horas penso somente em como você pode rejeitar um amor
Amor puro e capaz de te fazer uma pessoa completa
Que eu vagarei por cada poeira até poder te encontrar
Na incerteza da minha existência acho sua dicção e me recolho em vastas tênues passagens de sua obra
A obra mais perfeita e mais sutil
Seu andar, seu corpo, seu amor
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário