Meu coração está ardendo, inflamado, em chamas fagulhantes
Meu coração está angustiado, com medo de criança, ameaçado pelo ressentimento
Implora para que eu faça o que é certo
Minha condescendência me diz para ir lá, me desculpar
Minha lógica diz que o melhor a fazer é ao tempo dar sua chance de apagar essa mágoa
O difícil é falar com meu escuro, com meu vazio, com minha amplitude
Sou amplo em meus versos e limitado em sentimentos
Meu coração fagocita toda e qualquer lágrima
Meus mananciais já secaram
Meus lençóis freáticos não os abastece mais
Minha vida segue perene nesse imposto que tenho de pagar
Meus desastres já não são noticiados
O vento levou você como eu queria e agora sigo aqui ricocheteando nesse rio morto
Meu âmago, minha inimiga constante...
Minha culpa!
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